quinta-feira, 21 de maio de 2009

Conclusão dos inquéritos realizados a uma amostra de alunos da nossa escola

Tal como tínhamos planeado no 1ºperíodo, concretizámos a distribuição e análise de vários inquéritos feitos a uma pequena amostra dos alunos da escola (os números dos alunos inquiridos foram escolhidos aleatoriamente). Analisados os 70 inquéritos, excluindo um por falta de coerência, percebemos que os jovens pombalenses têm um nível de vida elevado, na generalidade.
A amostra escolhida, maioritariamente do sexo feminino, compreendida entre os 14 e os 16 anos pertence, a uma família pequena, ou seja, a maior parte dos jovens possuem apenas um irmão ou irmã. As exigências económicas para sustentarem vários filhos, leva-nos a pensar que muitos pais pombalenses preferem constituir famílias mais pequenas, a fim de proporcionarem ao seu agregado melhores condições de vida.
Agradavelmente surpreendidas, constatámos que 26% das mães dos alunos questionados são licenciadas e 26% dos pais têm o 12º ano completo.
Relativamente à habitação, 66% dos inquiridos vivem nos arredores de Pombal, contudo apenas 7% da nossa amostra possuí casa arrendada. Quanto ao lazer, todos os jovens têm férias mas a maioria passa-as, em Portugal (fora de casa).
Sendo o automóvel, um bem essencial para as nossas vidas, 96% da amostra referiu que a sua família possui pelo menos um carro.
A nível cultural, reparámos que os pais investem cada vez mais na educação dos filhos, nomeadamente em aulas de apoio ou aprendizagem de línguas estrangeiras e, ainda, em actividades como a música, o desporto, os escuteiros ou a dança (a maioria das actividades extra-curriculares referenciadas não são gratuitas). Até ao momento, todos os resultados referidos expressam que os pombalenses não foram afectados pela crise, pelo menos esta pequena amostra contudo, esta situação inverte-se quando 55% dos inquiridos afirmam que os seus pais possuem encargos financeiros.
Para terminar, percebemos que a maioria dos estudantes não gere semanalmente ou mensalmente o seu dinheiro, visto que 60% dos inquiridos não recebe uma quantia fixa dos seus pais. Esta é, sem dúvida, uma questão que nos preocupa dado estes não serem habituados desde cedo a definir os bens que podem adquirir com o "seu orçamento". Todavia, dos poucos jovens que recebem uma quantia fixa, a maioria consegue organizar-se para que o dinheiro sobre até à próxima semana/mês.
Concluindo, consideramos que a situação económica dos jovens é relativamente estável, no entanto os seus pais apresentam algumas debilidades na organização dos seus ordenados (55% dos pais possuí pelo menos um crédito) e, ainda, na falta incentivo ao planeamento monetário dos seus filhos (apenas 37% dos jovens recebem mesada ou semana dos seus pais).

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