sábado, 23 de maio de 2009

Palestra com a convidada Simone Ferreira

No início do ano lectivo, os nosso grandes objectivos projectados foram o conhecimento das características económicas e sociais do concelho de Pombal e a consciencialização dos jovens da nossa escola para as desigualdades existentes. Desta feita, considerámos que seria importante realizarmos uma palestra que apresentasse exclusivamente um conjunto de medidas que todos nós pudemos implementar, no nosso dia-a-dia, para combater as assimetrias (esta palestra concretizou-se no dia 8 de Maio). Com uma assistência mais reduzida (11ºC e 12ºG), esta palestra processou-se num ambiente mais calmo e descontraído procurando, assim, uma maior interacção do público com a palestrante, Simone Ferreira. Estudante do curso de Matemática Aplicada à Economia e à Gestão do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, a Simone disponibilizou-se, desde cedo, para nos apoiar. Como tal, achámos que seria muito conveniente que esta apresentasse o seu ponto de vista face à actual crise e algumas medidas cruciais para a diminuição das desigualdades económicas e sociais.
O facto de termos tido uma participação mais diminuta nesta palestra, permiti-nos prestar mais atenção às opiniões e pontos de vista da Simone. Assim, achamos que esta actividade foi muito importante e útil para todos os ouvintes.
Em relação à opinião dos alunos, a maioria tinha perfeita noção do tema abordado mas após a palestra considerou-se ainda mais esclarecida. Face as pontos negativos apontados pelos alunos, apenas a comunicação é referenciada, já os pontos positivos da palestra são inúmeros, nomeadamente a interacção, a apresentação, o interesse, o esclarecimento e a organização.

Apresentação Final

Programada para o dia 6 de Maio, a apresentação final do nosso trabalho despertou em todas muito receio e insegurança. Esta seria a nossa grande "prova de fogo", ou seja, teríamos cerca de 1hora e 30minutos para mostrarmos a três turmas (10ºF, 11ºB e 12ºG) da escola o nosso projecto "Conhecer para mudar". Neste sentido, tentámos preparar uma apresentação bastante sucinta e original que explicasse concretamente o nosso tema, retratasse todas as actividades desenvolvidas ao longo do ano, as pesquisas realizadas e posteriores conclusões.
Apesar das várias horas dispendidas na preparação desta exposição, tudo valeu a pena, dado a aceitação dos alunos ter sido notável (o permanente silêncio que se fez sentir foi reflexo disso). Assim, na nossa opinião, o ponto menos positivo da apresentação foi os problemas de áudio registados durante a exibição da reportagem Rostos Voltados, pois no geral conseguimos captar a atenção de todos os ouvintes.
Relativamente à opinião dos alunos acerca da exposição, na generalidade, a avaliação destes foi bastante positiva. Tal como apresentam os gráficos, cerca de 91% dos alunos se sentiram mais esclarecidos em relação às assimetrias sociais e económicas, com a nossa apresentação, no entanto, uma minoria não prevê mudar de atitude face a este problema. Uns consideram-se já conscientes, outros acham-se pouco esclarecidos e outros não têm qualquer vontade de mudar de atitude perante este tema. Ainda sobre os inquéritos apreciativos, pudemos perceber que directrizes como a gestão do tempo, a postura, a comunicação, o conteúdo, a organização e a originalidade foram avaliadas pelos alunos entre os níveis mais elevados (8, 9 e 10).

Exposição "Conhecer Para Mudar"



A concretização de vários cartazes, folhetos e mensagens via rádio e telemóvel foram alguns dos meios que considerámos fulcrais para divulgar o nosso trabalho e, assim, incentivar a comunidade, para que se deslocasse à Galeria de Exposições da escola. Neste espaço, tentámos expor todas as actividades que realizámos sobre o conhecimento social e económico do nosso concelho, ao longo do ano, e procurámos, principalmente, consciencializar os jovens para a importância de alguns problemas que subsistem no concelho de Pombal. Relativamente às actividades, a reportagem foi a que mais prazer nos deu e a que tentamos melhor representar, deste modo, utilizámos o armário da galeria para expor alguns objectos pessoais das participantes nesta actividade, a fim de evidenciar as diferenças entre as duas classes sociais que cada uma representa (classe alta e baixa). Além disto, pesquisámos e produzimos várias frases e imagens que apelassem à mudança de atitude perante as desigualdades sociais. Colocámos ainda, duas cadeiras e dois tapetes em que cada um deles representou, mais uma vez, as divergências sociais e económicas que subsistem no concelho.
Face a esta actividade, considerámos que a exposição foi muito bem aceite pela comunidade e, na generalidade achamos que conseguimos despertar a atenção dos alunos para este problema social que cada vez mais tende a ser subvalorizado.

Movimento "Todos diferentes, Todos Iguais"

No dia 4 de Maio de 2009, promovemos o movimento Todos diferentes, Todos iguais, com o intuito de apelar e consciencializar os jovens da nossa escola para a igualdade social e económica. Para isso, contactamos com a rádio da escola para que nos auxiliassem a divulgar o movimento e produzimos diversos panfletos e cartazes sobre todas actividades desenvolvidas pelo grupo, no decorrer desta mesma semana (movimento, exposição e palestras).
Esta actividade foi idealizada para dar a conhecer o nosso projecto Conhecer para mudar à comunidade escolar, enquanto cidadãos pertencentes ao concelho. Deste modo, pedimos a colaboração de todos nesta actividade, trazendo uma peça de roupa branca como símbolo da justiça social. Além disto, enquanto elementos do grupo, espalhámo-nos pela escola com o objectivo de distribuir pulseiras brancas aos alunos.
Relativamente à adesão por parte dos alunos, consideramos que toda a escola se demonstrou bastante participativa neste projecto, pois muitos alunos corresponderam afirmativamente ao nosso pedido, trazendo uma peça de roupa branca como símbolo da igualdade. Felizmente, várias foram as pessoas que nos congratularam pelo nosso projecto e pela nossa iniciativa, com expressões como: "Parabéns pelo vosso trabalho…Acho que é um tema muito pertinente.", "Esta parece-me uma iniciativa muito bem pensada."
No âmbito desta actividade, colocámos também um placar onde os alunos poderiam deixar todas as suas soluções para tentar combater a crise e, posteriormente as desigualdades existentes. Apesar de considerarmos a nossa iniciativa criativa e importante, o resultado não foi o mais satisfatório. Infelizmente, as soluções pretendidas deram lugar a comentários e expressões um pouco desagradáveis e desajustadas face ao nosso tema. Contudo, tudo isto serviu para que nós percebêssemos, mais uma vez, que os jovens continuam pouco conscientes e preocupados com a actual situação social e económica que vivemos.

Resumo das Crónicas para "A Semente"


Participar activamente no jornal escolar A Semente, integrado n’O Correio de Pombal foi a oportunidade de nos tornarmos jornalistas por algumas horas. Tal como pretendíamos, com este trabalho de projecto pudemos desenvolver muitas capacidades até ao momento adormecidas.
Iniciadas no segundo período, a produção da nossa primeira crónica Conhecer para mudar consistiu na apresentação do nosso trabalho e das nossas pretensões aos cidadãos de Pombal. De seguida, editámos Ciclo vicioso que abordou vários temas que considerámos bastante visíveis na nossa sociedade, nomeadamente o desemprego, a criminalidade e o endividamento.
Após a realização de todas as entrevistas programadas, procurámos mostrar ao concelho as conclusões e os pontos de vistas que muitas instituições do concelho têm sobre a crise, através da crónica Novos pobres.
Finalmente, a nossa última participação activa no jornal ficou a dever-se ao comentário O envolvimento dos jovens na política onde tentámos evidenciar a falta de iniciativa dos mais jovens para entrevir nos assuntos sociais e económicas e, ainda, a política como forma de combater a crise actual.
Esta foi uma actividade que superou as nossas expectativas, pois recebemos sucessivas abordagens e comentários positivos sobre o nosso trabalho.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Reportagem "Rostos Voltados"




Esta actividade foi "o grande motor" de desenvolvimento do nosso trabalho. Surgida a ideia de elaborarmos a reportagem Rostos Voltados (contraposição de duas classes sociais opostas) decidimos que seria muito interessante conhecer e, sobretudo alertar para as assimetrias sociais e económicas do concelho de Pombal.
Apesar de a reportagem nos ter impossibilitado o descanso durante as Férias de Carnaval (todas as filmagens foram realizadas ao longo destes dias), a execução desta actividade deu-nos imenso prazer.
Deste modo, cruzámo-nos com mundos muito diferentes dos nossos e, para os quais, não estávamos verdadeiramente preparadas para confrontar.
Relativamente à primeira parte da reportagem, desenrolada em São Simão de Litém (casa da Inês Ferreira), a nossa inexperiência nesta área despertou um pouco de ansiedade e agitação em todas nós. Assim, a concretização das cenas foi um processo lento, repetitivo e cansativo.
A segunda parte da reportagem decorreu de uma forma mais natural e simples, principalmente graças à iluminação característica da casa da Cláudia Gameiro (esta particularidade contribuiu positivamente para todo o processo). Assim, a Cláudia despiu-se de preconceitos e mostrou-nos como uma pessoa de uma classe alta vive no dia-a-dia. O procedimento e o desenrolar das filmagens foi idêntico ao da outra participante, apesar das diferenças sociais e económicas entre as duas.
Para terminar, após todas as montagens realizadas, o produto final superou todas as nossas expectativas e, mais uma vez, todo o esforço valeu a pena.


Entrevista ao Vereador Diogo Mateus

A entrevista com o Dr. Diogo Mateus baseou-se na análise de vários dados estatísticos sobre o concelho, no ano de 2008. Deste modo, pudemos observar os vários níveis de desemprego, nos últimos anos, e todas as características que fizeram/fazem aumentar estes valores. Apesar dos esclarecimentos, da disponibilidade prestada e de todos os documentos fornecidos pelo vereador, considerámos a entrevista um pouco exaustiva e maçadora.

CITAÇÃO: " O desemprego é um dos principais problemas que afecta o concelho Pombalense".

Palavra que caracteriza a entrevista – informativa e esclarecedora

Entrevista ao Vareador Fernando Parreira

O Dr. Fernando Parreira focou mais a sua atenção no que toca às medidas já implementadas e a implementar futuramente no concelho de Pombal, de maneira a ajudar as pessoas a contornar a crise que invade as suas casas. Foi uma entrevista breve e concisa, mas acima de tudo, muito esclarecedora.

CITAÇÃO: "Não são tempos fáceis (…) mas acima de tudo temos que delinear estratégias, as próprias famílias tem de reduzir algumas das suas despesas (...) temos de ser optimistas, esperamos que "depois da tempestade venha a bonança"".

Palavra que caracteriza a entrevista – sucinta e compensadora

Entrevista a Dr. Maria Cristina

Considerámos esta entrevista bastante relevante no que diz respeito às consequências sociais da crise. A professora Maria Cristina alertou-nos para alguns aspectos, com os quais ainda não nos tínhamos confrontado, nomeadamente a perda de auto-estima, o desespero e até mesmo o suicídio.
Foi uma entrevista bastante interactiva e informal, que nos facilitou a melhor compreensão da crise e das medidas reais para a combater, tentando deste modo, minimizar os danos desta no quotidiano das famílias portuguesas.


CITAÇÃO: "O desemprego pode provocar consequências gravíssimas a nível psicológico como, a perda de auto-estima, exclusão social e em casos extremos o suicídio (...) ".

Palavra que caracteriza a entrevista – estimulante e incentivadora e realista

Entrevista ao Dr. Joaquim Guardado

A entrevista com o Dr. Joaquim Guardado, provedor da Santa Casa da Misericórdia foi essencialmente "um treino". O facto de ser a primeira experiência suscitou em nós algum nervosismo e receio de não alcançarmos os nossos objectivos, no entanto tudo correu pelo melhor.
Apesar do Dr. Guardado se ter desviado algumas vezes do tema central da entrevista, apresentou-nos diversas noções e pontos de vista da crise que se faz sentir no concelho de Pombal e, principalmente qual o papel da Santa Casa da Misericórdia como ponto de solidariedade e entreajuda aos mais carenciados.


CITAÇÃO: "Na sociedade pombalense predomina o pensamento "Eu tenho que dar aos meus filhos aquilo que eu não tive e, as vezes, não sabem os limites (…) "

Palavra que caracteriza a entrevista – gratificante e vantajosa

Conclusão dos inquéritos realizados a uma amostra de alunos da nossa escola

Tal como tínhamos planeado no 1ºperíodo, concretizámos a distribuição e análise de vários inquéritos feitos a uma pequena amostra dos alunos da escola (os números dos alunos inquiridos foram escolhidos aleatoriamente). Analisados os 70 inquéritos, excluindo um por falta de coerência, percebemos que os jovens pombalenses têm um nível de vida elevado, na generalidade.
A amostra escolhida, maioritariamente do sexo feminino, compreendida entre os 14 e os 16 anos pertence, a uma família pequena, ou seja, a maior parte dos jovens possuem apenas um irmão ou irmã. As exigências económicas para sustentarem vários filhos, leva-nos a pensar que muitos pais pombalenses preferem constituir famílias mais pequenas, a fim de proporcionarem ao seu agregado melhores condições de vida.
Agradavelmente surpreendidas, constatámos que 26% das mães dos alunos questionados são licenciadas e 26% dos pais têm o 12º ano completo.
Relativamente à habitação, 66% dos inquiridos vivem nos arredores de Pombal, contudo apenas 7% da nossa amostra possuí casa arrendada. Quanto ao lazer, todos os jovens têm férias mas a maioria passa-as, em Portugal (fora de casa).
Sendo o automóvel, um bem essencial para as nossas vidas, 96% da amostra referiu que a sua família possui pelo menos um carro.
A nível cultural, reparámos que os pais investem cada vez mais na educação dos filhos, nomeadamente em aulas de apoio ou aprendizagem de línguas estrangeiras e, ainda, em actividades como a música, o desporto, os escuteiros ou a dança (a maioria das actividades extra-curriculares referenciadas não são gratuitas). Até ao momento, todos os resultados referidos expressam que os pombalenses não foram afectados pela crise, pelo menos esta pequena amostra contudo, esta situação inverte-se quando 55% dos inquiridos afirmam que os seus pais possuem encargos financeiros.
Para terminar, percebemos que a maioria dos estudantes não gere semanalmente ou mensalmente o seu dinheiro, visto que 60% dos inquiridos não recebe uma quantia fixa dos seus pais. Esta é, sem dúvida, uma questão que nos preocupa dado estes não serem habituados desde cedo a definir os bens que podem adquirir com o "seu orçamento". Todavia, dos poucos jovens que recebem uma quantia fixa, a maioria consegue organizar-se para que o dinheiro sobre até à próxima semana/mês.
Concluindo, consideramos que a situação económica dos jovens é relativamente estável, no entanto os seus pais apresentam algumas debilidades na organização dos seus ordenados (55% dos pais possuí pelo menos um crédito) e, ainda, na falta incentivo ao planeamento monetário dos seus filhos (apenas 37% dos jovens recebem mesada ou semana dos seus pais).